sábado, 17 de setembro de 2011

moita

e ontem ao olhar para ela apercebi-me de que já ganhou o ar sofrido que marcaste em todas. o medo de te perder já se não se esgota apenas no coração da rapariga, passa agora por todo o seu corpo, e no seu rosto há uma angústia enorme que só nós, pessoas que te querem e que tu abandonas, conhecem. és um vício, pior do que qualquer droga, ficas-nos no sangue, na memória dos gestos. não sabes brincar sem estragar?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

viajar

as vezes torna-se tao simples quanto isto, ouvir uma lingua que nao e a nossa, estar num quarto desenhado para receber qualquer tipo de pessoas, experimentar comida que nos adoca os sentidos de maneira diferente; as vezes e tao simples como respirar um ar renovado, ver jardins com flores que nao nos sao familiares, tirar fotografias em castelos que nao sao nossos; as vezes e so isto, estar longe do que nos sufoca e prende e dar-nos a oportunidade de ver que o mundo e tao maior que a nossa morada.

terça-feira, 28 de junho de 2011

amor


You fill my heart with gladness, take away all my sadness,
Ease my troubles, that's what you do.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pedro

e quando damos por isso a vida dá mil e uma voltas e eu dou por mim numa relação.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

junho, doce junho

traz-me bom tempo para que eu não chegue molhada as salas de exame; mas não demais para eu não me sentir tentada a deixar os livros de lado e ir em piloto automático até sesimbra.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

hoje

reactivei uma conta de facebook, apanhei chuva, fiz parte de uma festa surpresa, andei a 140 km/hora, despedi-me do melhor professor que já tive, apresentei a minha mãe à marta e planeei um acampamento.

estou feliz.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

(shiuu)

Todos os dias me convenço de que um dia passa. Falo de ti o menos possível, olho para outro lado quando encontro coisas tuas na minha casa e quando alguma música me lembra de ti, mudo automaticamente de estação de rádio. Mas não sei bem como, passe o tempo que passar, de mês a mês vem o momento em que deixo de conseguir respirar e passo os dias em rewind, como se ainda te conseguisse sentir.

Esse momento é agora e desta vez está a custar a passar. Não te admires se fizer uma loucura; pode ser que a queiras tanto quanto eu.

domingo, 22 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

futuro


Um dia vamos ter uma casa assim, com cheiro a primavera. Uma casa antiga, mas restaurada; com espaço para os meus devaneios e para as tuas loucuras. Um dia vamos ter uma casa como esta, com flores nas varandas, com jardins bem tratados, com cadeiras de verga onde nos sentaremos a beber chá. Um dia vamos ter uma casa assim, de onde podemos admirar a lua, enquanto os nossos filhos dormem aconchegados no andar de cima. Um dia vamos ter uma casa como esta, deliciosamente decorada, com muitos artigos vintage, com doce de abóbora em cima da bancada e uma biblioteca invejada por todos os nossos amigos. Um dia vamos ter uma casa assim, com tons claros, com muitas almofadas, um cantinho só nosso para nos amarmos todos os dias, um refúgio dos barulhos do mundo, só a tranquilidade que a felicidade traz. Um dia vamos ter uma casa igual a esta, mas cheia de risinhos de crianças, de gestos cúmplices entre nós, e de beijos, muitos beijos, muito amor.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

o perfume




« He still had enough perfume left to enslave the whole world if he so chose. He could walk to Versailles and have the king kiss his feet. He could write the pope a perfumed letter and reveal himself as the new Messiah. He could do all this, and more, if he wanted to. He possessed a power stronger than the power of money, or terror, or death - the invincible power to command the love of man kind. There was only one thing the perfume could not do. It could not turn him into a person who could love and be loved like everyone else. So, to hell with it he thought. To hell with the world. With the perfume. With himself. »

Quarta

Tu sabes que eu me distingo em pequenas coisas : continuo fiel ao meu tom de cabelo, não perdi o olhar de menina enternecida, continuo a gostar de canções de amor, escrevo regularmente, deito-me sempre tarde, opino sobre tudo, o telemóvel é o meu melhor amigo, os vestidos continuam a ser a minha perdição, não me esqueço de dar uma palavra de incentivo quando te vejo enfrentar uma batalha, preocupo-me com o estado das finanças, sou sólida e consistente a defender as minhas posições e sei perder-me de amor. É isto que me torna realmente apaixonante, são os meus gestos perdidos e a minha vontade de te voltar a enlaçar o coração. Não me deixo por levar por modas, não me fascino com pouco, não me deslumbro com o superficial, não me perco com tatuagens, não acredito na promiscuidade. Foram estes os príncipios que te trouxeram até mim e são eles que fazem com que ainda hoje permaneças. Porque antes apostar no clássico que escolher o leviano. O meu amor é intemporal.